Setembro Amarelo

Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo é uma campanha criada com o intuito de informar as pessoas sobre o suicídio, uma prática normalmente motivada pela depressão. Mesmo com tantos casos, ainda existe uma expressiva barreira para falar sobre o problema.

Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos. Isso poderia ser evitado ou reduzido consideravelmente se existissem políticas eficazes de prevenção do suicídio.

 

Objetivos do Setembro Amarelo

 

O principal objetivo da campanha é a conscientização sobre a prevenção do suicídio, buscando alertar a população a respeito da realidade da prática no mundo. Para o Setembro Amarelo, a melhor forma de se evitar um suicídio é através de diálogos e discussões que abordem o problema.

Suicídio é o ato de tirar a própria vida intencionalmente. Também fazem parte deste comportamento os pensamentos suicidas, planos e tentativas de morte, assim como os transtornos relacionados ao problema.

Durante todo o mês de setembro, ações são realizadas a fim de sensibilizar a população e os profissionais da área da saúde para os sintomas desse problema. Assim, fazendo-os entender que isso também é uma questão de saúde pública.

 

 

 

Como identificar alguém que precisa de ajuda e corre risco de suicídio?

 

Pessoas sob risco de suicídio podem:

  • Apresentar comportamento retraído, dificuldades para se relacionar com família e amigos;
  • Ter casos de doenças psiquiátricas como: transtornos mentais, transtornos de humor, transtornos de comportamento pelo uso de substâncias psicoativas, transtornos de personalidade, esquizofrenia e ansiedade generalizada;
  • Apresentar irritabilidade, pessimismo ou apatia;
  • Sofrer mudanças nos hábitos alimentares ou de sono.
  • Odiar-se, apresentar sentimento de culpa, sentir-se sem valor ou com vergonha por algo;
  • Ter um desejo súbito de concluir afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento;
  • Apresentar sentimentos de solidão, impotência e desesperança;
  • Falar repentinamente sobre morte ou suicídio;
  • Apresentar personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável.

 

 

 

Quais os sintomas de depressão que levam ao suicídio?

 

Se você está deprimido ou angustiado, sem vontade de viver, é fundamental buscar ajuda o mais rápido possível, os acompanhamentos médicos e psicológicos são as maneiras mais eficazes de tratamento.

As pessoas que pensam em suicídio normalmente estão tentando fugir de uma situação da vida que lhes parece insuportável, buscando o alívio por:

  • Sentirem-se envergonhadas, culpadas ou por se acharem um peso para os demais;
  • Sentirem-se vítimas;
  • Sentimento de rejeição, perda ou solidão.

 

 

O que leva a comportamentos suicidas?

 

Detectar o pontencial de comportamentos suicidas é muito importante para a prevenção. Eles são causados por situações que as pessoas encaram como devastadoras. Por exemplo:

  • Depressão ou transtorno bipolar;
  • Morte de uma pessoa querida;
  • Tauma emocional;
  • Desemprego ou problemas financeiros;
  • Término de relacionamentos;
  • Não aceitação da orientação sexual ou identidade de gênero;
  • Dependência de drogas ou álcool.

 

 

Como ajudar?

 

Para ajudar uma pessoa com comportamentos suicidas, algumas ações são fundamentais, como:

  • Ouvir, demonstrar empatia e ficar calmo;
  • Ser afetuoso e dar o apoio necessário;
  • Levar a situação a sério e verificar o grau de risco;
  • Conversar com a família e amigos imediatamente;
  • Permanecer ao lado da pessoa com o transtorno;
  • Procurar entender os sentimentos da pessoa sem diminuir a importância deles;
  • Aceitar a queixa da pessoa e ter respeito por seu sofrimento;
  • Indicar a busca por um profissional da área da saúde.
  • Demonstrar preocupação e cuidado constante.

 

O que não fazer

 

Jamais ignore a situação de uma pessoa com comportamentos e pensamentos suicidas. Não tente dizer que tudo vai ficar bem, diminuindo a dor da pessoa, sem agir para que isso aconteça.

A principal medida é não fazer com que o problema pareça uma bobagem ou algo trivial. Não dê falsas garantias nem jure segredo, procure ajuda imediatamente. Principalmente, não deixe a pessoa sozinha em momentos de crise nem a julgue por seus atos.

 

Recursos da comunidade e fontes de apoio

 

Para pessoas com pensamentos suicidas, os primeiros recursos ou fontes de apoio são:

  • Família;
  • Amigos e colegas;
  • Unidades de saúde: CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), unidades de saúde da família, clínicas, consultórios psicológicos, urgências psiquiátricas.
  • Profissionais de saúde: médicos, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, agentes de saúde.
  • Centros de apoio emocional: CVV (Centro de Valorização da Vida), ligue para o 188.
  • Grupos de apoio.

 

A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas e o diálogo sobre o assunto é o melhor jeito de fazer isso. Se você ou alguém que você conhece possui pensamentos suicidas, peça ajuda.

 

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